Mais vale tarde que nunca

Sei que venho festejar um pouco tarde, mas no dia do animal, 4 de Outubro, não tinha o material todo reunido para estes post. E, ainda assim há fotos que não as encontro infelizmente.

O dia do animal é uma celebração de todos os animais, não só dos que nos rodeiam. Mas de um ponto de vista antropocêntrico ( embora eu não seja muito fã na maior parte das vezes dos pontos de vista nossos…), é uma celebração dos animais que existiram na nossa vida e nos tocaram, deixando a sua “pata” no nosso coração. Então nesse dia, resolvi ver fotos antigas e recentes dos animais que já me passaram pela mão, e que já foram “meus”.  E quase que fiquei com a lágrima no quanto do olho. As lembranças são bastantes🙂

O Hermínio, o Serra da Estrela do meu pai. Quando me lembro deste cão vem sempre um misto de amor-ódio. Porque no inicio visto o tamanho dele e o meu, podem imaginar que eu acabava a maior parte do tempo no chão.. atirada por ele. Mas no final acabou por se tornar num grande amigo meu. Foi pena o final dele… Mas acredito que todos os cães merecem o céu!

O Hermínio, o Serra da Estrela do meu pai

O Joe Coker! Reparem bem no estilo🙂 Acho que é dos cães em que tenho a minha primeira lembrança de canídeos🙂

Na minha casa havia uma tradição antigamente de só ter gatos siameses. Acreditem, tenho uma foto com dias de vida e está ao meu lado um siamês.. E a tradição manteve-se assim até há uns bons poucos anos! E para além de ter que serem siameses, o nome era sempre o mesmo: Alfie! Como aquele alien da serie Alfie… Não me perquntem porque. Este suponho que era o Alfie 3. Os siameses na nossa casa desapareciam assim sem mais nem menos. Não sei porque….E como vêm, já desde pequena que o meu fascínio por gatos era grande🙂

Como era alérgica, os médicos queriam que eu não tivesse qualquer contacto com animais com pêlos… ou seja quase todos os animais domésticos. Mas a minha mãe, como trabalha no meio veterinário seria impossível, pois chegaria ao dia quem nem a beira dela poderia estar. Então procedeu-se exactamente ao contrário para eu ganhar resistência minha. Foi gatos, cães, e toda a espécie de roedores. Tive alguns hamsters embora eu não goste muito porque tinha muito medo de os esmagar. A minha avó paterna tinha Porquinhos da India. Mas esses eu adorava brincar com eles🙂 É das minhas grandes lembranças de quando era mais pequenita é de andar sempre que estava na casa dela com um porquinho na mão. Mas, e eu sempre tive uma tara por animais fora do normal, cheguei a uma altura que meti na cabeça que queria um furão… E aqui está o presente do meu 21º aniversário! A furão Cleo🙂 Era um amor.. principalmente quando estava a dormir. A Cleo sou sincera foi um animal bastante dificil para mim, no sentido que não era tão facil de domesticar, não sei porquê. Eu falei com imensos criadores, imensos mesmo, e todos diziam imensos dicas e que era normal, mas o animal simplesmente me bufava muitas das vezes ou mordia-me a ponto de me fazer sangrar. Sei que isso é normal porque eles enquanto pequenos, os furões brincam entre si a trincar, mas como eles têm a pele grossa, a eles não lhes faz diferença… O mesmo de mim já não se poderia dizer. O único inconveniente destes animais, é o cheiro libertados pelos seus excrementos, e mesmo com uma comida xpto a coisa não fica melhor, acreditem! Mas gostei muito da Cleo, lembrarei-me sempre da nossa viagem perigosa no Comboio quando a trouxe do Porto para Viana. Infelizmente este animal nas minhas mãos não me durou muito, até me sinto mal a dizer isto: mas a minha gata não tolerou um animal destes e um dia apanhou me desprevenida com a Cleo solta, e… deu uma dormida á Cleo. O que eu chorei….

Tenho que agradecer a minha Mónica pelo esforço que ela teve para conseguir me dar a Cleo! Eu sei o trabalho que não foi.🙂

Cleo

O Farrusco. Este gato foi do meu pai, e um dos gatos mais fofos que ele teve🙂 Só que a minha avó paterna apoderou-se dele e anda ele feliz na casa dela tratado como um bebé

A Quinas. O nome foi escolhido de propósito porque esta gata veio para a nossa casa no Europeu de Futebol 2004. O historial desta gata é muito engraçado, porque a mãe dela conseguiu deixar a marcar de todos os dentes ( da mandibula e do maxilar) na coxa da minha mãe, até dava quase para fazer um molde de gesso xD E Quinas em bébe era muito selvagem, tanto que eu a queria trazer para casa que ela é uma gata linda, tem uns olhos lindérrimos, mas era muito wild. E continua, mas já me deixa tocar-lhe! Acreditem demorou anos até chegar a este ponto. Mas anda por os campos a volta da minha casa, e só vem mesmo a hora de comer.

A Quinas

A Jenny , como podem ver foi da altura da série portuguesa “Super Pai”. Já tem uns anos este meu amor. E é uma lutadora, pelas doenças que tem ainda anda aí fina para as curvas. Era daqueles animais, que a minha mãe sabia quando eu tinha acabado de tomar banho porque ela levantava-se logo para ir ter comigo. E o ressonar dela, é superior a qualquer mortal humano.

Jennifer Lanosa DeVil

Camões e Vaz. Os dois gatos irmãos do meu pai🙂 Uns amores que estes gatos foram. Foram porque de um dia para o outro também desapareceram…. Onde vivo os gatos desaparecem assim facilmente, e não é atropelados na estrada.

Kiss. Esta gato foi dos gatos mais ternurentos e com personalidade cá da casa. Conquistou a minha mãe, a ronronar só pelo telefone, ela ainda não o tinha visto quando disse que ficava com ele. E a melhor parte: é um gato preto que foi encontrado perdido num cemitério. uuhuhuhuhu! Mas foi dos gatos mais fofos que tive. E expressivo, via-se logo pela expressão facial que não estava num dia sim. E foi o único gato a fazer frente ao meu cão🙂 Este foi dos poucos que se soube lhe o fim. Estava eu no Porto quando a minha mãe disse que viu um gato preto atropelado mesmo no inicio da nossa rua na estrada nacional. Esperamos uns dias a ver senão era outro gato preto, mas foi mesmo o Kiss. E o irónico, embora que de ironia não tenha nada, é que ele nunca tinha ido para aqueles lado. Aquele foi o primeiro dia em que se tinha aventurado…

Kiss.

Marrie. Esta gata teve um grande azar na vida dela, mas agora finalmente encontrou a felicidade dela. Era a nossa gata quando eu e mais duas colegas viviamos no Porto. Como na altura ninguém tinha carro, ficava aos fins de semana sozinha no apartamento porque as viagens diarias de transporte público eram demasiadas para ela, e ela detestava andar do que quer que fosse que não pelo próprio “pé dela. Numas férias na minha casa, como a pilula ou foi vomitada ou não fez efeito.. fugiu me um dia e quando voltou ( mas só soubemos um mês depois) veio knocked up. Problema é que ela era uma gata muito pequena ainda e tinha uma hérnia na barriga. Logo ou era a gata ou os bébes.. E a decisão foi pela nossa adorada Marrie. Quando nos separamos, foi para a casa de uma colega, mas passado uns meses alguém perto da casa dela atropelou-a… Só para imaginarem uma das costelas esteve a milímetros da carótida…Após semanas de recuperação na altura eu não podia ficar com ela e deu o meu pai. Mas ela tinha medo do meu pai e do outro gato e então não comia nada. Então, salvação:a minha avó paterna. Está no ceú a gata. Anda pelos campos, caça tudo quando pode e quer… E vem para casa comer, ter a sua dose de mimos e volta para a sua missão caça toupeiras. Quando estou com ela, já não é a minha gata de apartamento mas uma verdadeira caçaradora🙂

Marrie.

Clooney. Este siamês estrábico não foi meu, mas foi um residente do VHV (Vianna Hospital Veterinário) até arranjar uma casa dele🙂 Era um malandro, e simplesmente adorava a cara de desenho animado dele.🙂

Prince. Este lord inglês (embora a raça seja alemã) veio para a nossa casa com 4 anos, visto que o dono dele amigo da minha mãe, voltou para a Inglaterra. Foi o meu primeiro animal poliglota. É verdade, entendia ordens em inglês e português. E dos cães mais preguiçosos que conheço, que para andar de carro vai bem, mas para sair para caminhar.. querias!

Tom

Tom

Tom

A história do Tom é muito engraçada. Eu andava há imenso tempo a chatear a minha mãe que queria voltar a ter um gato só dentro de casa. E queria um gato cinzento, e como não me dá para comprar um Azul Russo ou British Shorthair, teria que ser mesmo o comum Europeu com cor cinzenta. E sorte tive que nesse ano, na ninhada da primavera, houve imensos gatos para dar de cor cinzenta. E na ninhada do Tom, que foi deixada a porta da clínica como antigamente se deixavam os bebes abandonados a porta dos conventos (isto há cada um por aí…), havia uma gata toda cinzenta e o Tom. E eu queria a irmã dele, mas como na altura havia alguém interessado e machos costumam ser mais ternurentos que fêmeas, fiquei com o Tom. E foi a minha melhor escolha! Embora constipado, nos primeiros dias tive imenso medo de o perder, porque eu nem precisava de guizo para saber por onde ele andava, bastava ouvir a respiração dele muito á Darth Vader e já sabia que ele estava naquele compartimento. Mas é o gato mais inteligente, que me segue como mãe ou irmão não sei.. É o meu primogénito, o meu amor🙂

Sam

O Sam como já referi aqui, veio quando eu fui operada e não me podia mexer. Imagino o que o gato não terá imaginado por ter uma dona que para alem de duas pernas, que não utilizava uma, tinha mais duas de ferro. Como já disse foi encontrado na rua e provavelmente fugiu de uma casa onde tratavam-o mal. Mas agora está numa casa onde é tratado como um rei, e merece. E num ano evoluiu imenso, ao ponto de ele já me procurar para pedir mimo🙂

E aqui está um pouco da minha vida em animais. E acreditem, faltam imensos, como o Chico o papagaio, que falava pelos cotovelos e adorava café, ou o Noé. A Haruki que ainda não tenho uma foto decente dela, e a Ninja,o cagado terrestre que tivemos.

Até á próxima!

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